quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dostoyevsky

Em Moscou, no dia 11 de novembro de 1821, nascia Fyodor Dostoyevsky, um de meus escritores favoritos.

Quero homenagear este escritor maravilhoso, autor de obras extremamente densas, retratando a sociedade russa do século 19.

Um dos maiores escritores europeus, Dostoyevsky soube explorar o ser humano como ninguém, expondo o lado sombrio, escuro ou por vezes mundano que cada um de nós carrega. Por isso é considerado por muitos críticos como um dos maiores psicólogos da literatura mundial.

Eu adoro Dostoyevsky! Ainda não li todas as suas obras, mas as que li já foram o suficiente para me tornar apaixonada leitora.

Recomendo a todos os fãs de literatura!

Parabéns, Fyodor Dostoyevsky, seu legado literário viverá para sempre!


(Dostoyevsky por Konstantin Vasiliev, 1976)

"The cleverest of all, in my opinion, is the man who calls himself a fool at least once a month."

sábado, 7 de novembro de 2009

Retorno

Estou de volta ao blog depois de uma pausa maior do que gostaria.
Testemunhei injustiças contra pessoas que amo que me bloquearam o ânimo de escrever...
Mas, apesar disso, não foi um tempo ocioso ou improdutivo.
Foi um tempo de decisões sérias que mudarão minha vida para sempre (pra melhor, é importante ressaltar!)
Foi um tempo de resgate de pequenos prazeres suburbanos.
Tempo de brincar no quintal com meus sobrinhos e de estar com minha família...



Todos esses acontecimentos desagradáveis que presenciei me levaram a refletir sobre a cegueira humana. A cegueira da alma.
Como é triste ver pessoas "inteligentes" que não conseguem e não querem enxergar um palmo diante de seus narizes. Parece-me que criam um muro intransponível ao seu redor...



Sinto pena, pois são os que mais sofrem, vivendo num mundo ilusório e irreal onde a verdade é aquela que escolhem e não a verdadeira verdade!

Meu desejo é que nossos olhos estejam sempre abertos e nossos corações sempre prontos a aceitar a verdade como ela é, mesmo que doída, pois só assim poderemos tomar as medidas necessárias para transformá-la.

Pensando nisso, me veio à mente, a música "Cry for the Moon", do Epica, que fala justamente disso: "you cannot hide yourself behind a fairytale forever and ever..."



Follow your common sense
You cannot hide yourself
behind a fairytale forever and ever
Only by revealing the whole truth can we disclose
The soul of this sick bulwark forever and ever
Forever and ever

Indoctrinated minds so very often
Contain sick thoughts
And commit most of the evil they preach against

Don’t try to convince me with messages from God
You accuse us of sins committed by yourselves
It’s easy to condemn without looking in the mirror
Behind the scenes opens reality

Eternal silence cries out for justice
Forgiveness is not for sale
Nor is the will to forget

Virginity has been stolen at very young ages
And the extinguisher loses it’s immunity
Morbid abuse of power in the garden of Eden
Where the apple gets a youthful face

You can’t go on hiding yourself
Behind old fashioned fairytales
And keep washing your hands in innocence

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Teardrop (Massive Attack)

Música linda!
Um dos clipes mais lindos que já vi na vida! Atenção para o bebê cantando no útero!
É emocionante! Especialmente para quem é louca pra ser mãe como eu...



Love, love is a verb
Love is a doing word
Fearless on my breath
Gentle impulsion
Shakes me makes me lighter
Fearless on my breath

Teardrop on the fire
Fearless on my breath

Nine night of matter
Black flowers blossom
Fearless on my breath
Black flowers blossom
Fearless on my breath

Teardrop on the fire
Fearless on my breath

Water is my eye
Most faithful mirror
Fearless on my breath
Teardrop on the fire of a confession
Fearless on my breath
Most faithful mirror
Fearless on my breath

Teardrop on the fire
Fearless on my breath

Stumbling a little
Stumbling a little

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

"O covarde só ameaça quando se acha em segurança."
(Goethe)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Hoje é Dia dos Professores!



Acredito que talvez seja a profissão mais influente de todas. Os professores têm o poder de te fazer amar ou te fazer odiar uma determinada matéria, te fazem ter vontade de ir à escola ou pra lá nunca mais voltar...

Lembro de professores que me instigaram a conhecer e também aqueles que me levaram a ter bloqueios que carrego até hoje...

Hoje, como teacher, percebo que não estamos numa sala de aula apenas para passar conhecimentos teóricos. Não! É muito mais do que isso! O que me fascina é o fato de sermos multifuncionais! Quantas vezes servimos de psicólogos, conselheiros, pais e mães...

Estamos todos expostos, professores e alunos, partilhando nossas vidas e nossas experiências...



Quero agradecer de coração aos meus professores queridos de todas as épocas!

Hoje que estou no lugar de vocês, sei que não é fácil estar sempre com um sorriso nos lábios.
Sei que não é fácil ficar até de madrugada preparando aula.
Sei que não é fácil sair pela rua com milhares de livros nas costas o dia inteiro.
Sei que não é fácil viver num país onde tantos professores não são valorizados como merecem...
Por isso, oferto minha gratidão e respeito eterno!

Pra vocês, uma pequena homenagem com uma cena cássica de To Sir With Love (Ao Mestre com Carinho, de 1967)

Tenho muito orgulho em fazer parte desse grupo de pessoas que escolheram dedicar a vida e o tempo a ensinar, a doar, a partilhar...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Casa Vazia

(Bin-jip, de Kim Ki Duk, 2004)



Mais um lindíssimo filme de um de meus diretores favoritos.

A história gira em torno de um andarilho que invade casas quando os donos estão fora e que realiza pequenos serviços como pagamento pela involutária hospitalidade, troca lâmpadas, faz pequenos consertos etc.
Até que numa dessas casas, encontra uma bela e sofrida mulher que, como ele, também deseja fugir de sua realidade.



Kim Ki Duk mostra, nesse filme com apenas um diálogo entre os protagonistas, que não necessitamos palavras para expressar nossos sentimentos quando estão à flor da pele. Podemos acompanhar e sentir junto todas as angústias dos personagens sem que, pra isso, seja necessário uma só palavra.
Por isso, esse filme é capaz de nos dizer tanto, pela força do silêncio!
Num mundo onde se fala pelos cotovelos, somos convidados a exercer a arte de silenciar...

O filme, pra mim, se trata principalmente dessa necessidade nossa de pertencer a algo, algum lugar, alguém... Ela se torna clara e explícita a cada minuto dessa obra prima da sétima arte!



De uma simplicidade, singeleza e poesia sem tamanho!


Mais detalhes aqui.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

"Write what you like; there is no other rule."
O. Henry (1862-1910)